sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Aeromoça e o Manobrista


Sempre observo e tento tirar do meu dia a dia, lições de atendimento ao cliente, afinal, somos reflexo daquilo que pensamos e fazemos e nossas ações constroem nossos hábitos.
Como gestor de pessoas , sempre me preocupo em compreender a outra parte e acima de tudo, ter empatia . Nem sempre é fácil, e por mais que estejamos preparados, sempre cometemos deslizes.
Este mês, estive viajando para o Interior de Minas e em minha volta, após tripular no aeroporto de Ipatinga, tive uma infelicidade de, ao tentar sentar, encontrar minha poltrona do avião, cheia de chocolate. Imediatamente me dirigi à aeromoça e lhe apresentei meu “incidente”, sim, não era um problema, visto que já sabíamos a causa raiz e a solução, embora não constante na “base de conhecimento” da mesma, é de conhecimento público, ou seja, um pano molhado ou então uma “solução de contorno”, como uma outra cadeira oferecida com cortesia.
Fiquei perplexo e constrangido, pois nestas aeronaves pequenas, mesmo quando você chama a aeromoça para pedir água, você tem a impressão de que todos estão lhe olhando; quando a tal aeromoça nada me respondeu e após alguns minutos voltou com um maço de papel seco e me deu nas mãos. Antes mesmo de eu falar qualquer coisa, a estimada aeromoça se virou e se esvaiu. Confesso que nada disse, por que achei que ela voltaria com outra solução mais cabível. Entretanto, não foi isso que aconteceu. Indagada por mim se não haveria outra opção, a senhorita me disse que infelizmente não, e que elas não podiam limpar e que ela não possuía nenhum pano para me ajudar. Questionei então se não havia uma equipe para isso, mas olhem minha situação, este pequeno aeroporto, tem vôos em horários complicados e normalmente estão lotados, pois fazem a peregrinação por várias cidades e param normalmente de trinta em trinta minutos. Falar para um passageiro que o vôo iria atrasar porque eu havia solicitado uma limpeza, acho que não seria muito bem aceito por eles, que neste momento, já me olhavam meio atravessado, quase me perguntando porque é que eu não me sentava logo, afinal era só chocolate e deveria estar seco.
Neste momento então, perguntei à aeromoça, o que eu poderia fazer e ela me disse com seu peculiar sorriso, que eu poderia ocupar uma das duas cadeiras livres que o avião possuía. Mesmo contrariado, pois havia comprado passagens com antecedência para ter a cadeira que queria , no corredor, para poder esticar minhas pernas, tive que me contentar em me sentar na segunda fileira, junto à um jovem senhor que me olhava e dizia, só no olhar é claro, sente aí meu filho e vamos embora. Sem contar que o mesmo roncava demais.
Ao final de meu vôo, relatei o caso à chefe de cabine, pois sim, acreditem, havia uma.
Como cliente, me senti desrespeitado, não pelo incidente do chocolate, que pode acontecer, mas pelo tratamento que recebi e pela falta de iniciativa da aeromoça em resolver meu, agora sim “problema”, pois embora a causa fosse conhecida, não havia solução em sua base, mesmo que tácitamente.
Enfim, após este aprendizado, em outro dia, fui até o centro de Belo Horizonte para fazer umas compras e como todo bom brasileiro, deixei minhas compras de final de ano para a última hora. Após quase quarenta minutos procurando vaga em algum local seguro, fui direcionado por um caça clientes a entrar em um enorme estacionamento. Lá se foram mais quase vinte minutos, até que, já dentro do estacionamento, um pouco estressado devido ao tumulto e espera, encontrei uma vaga. Não pensei duas vezes e assim que o carro que eu estava aguardando saiu, entrei e parei.
Neste momento, um senhor muito humilde, me procurou e me disse que não era para eu parar daquela maneira. Sem ouvi-lo direito, sai do carro e o perguntei porque, afinal eu já aguardava aquela vaga há um tempão e enfim, qual era o problema com a vaga ?.
Este senhor então, me disse com seu sotaque particular do nordeste brasileiro, que eu não podia parar ali da maneira que eu parei, mas que deveria parar de marcha ré.
Muito bravo, perguntei ao senhor, porque é que ele não me avisou antes de eu parar e por que aguardou que eu manobrasse para então me abordar. Neste momento, o senhor com sua fala mansa me disse que na realidade ele achou que eu havia visto o que estava escrito na parede ( vide foto acima do auto-atendimento disponibilizado).
Neste momento, fiquei muito constrangido e surpreso e brinquei com o senhor, dizendo-o que agora ele poderia ter a forra dele e me perguntar se eu era cego.
Ele então me disse que nunca faria isso, que as pessoas se equivocam e que não justificaria faltar com a gentileza e que para ele o cliente tinha sempre razão.
Confesso que fiquei muito, mas muito sem graça e ri sozinho por alguns minutos enquanto adentrava na multidão para fazer compras de última hora de Natal, entretanto, meu estado de espírito era outro, afinal havia aprendido mais uma. A inteligência emocional deste senhor e sua simplicidade e educação, fizeram a diferença naquele dia para mim. Em meu retorno, após pagar o estacionamento, procurei-o e lhe dei uma gorjeta, fazendo com que seus colegas soubessem o que tinha acontecido o elogiando em público, afinal entendo que como cliente, saber reconhecer o diferencial e o ótimo serviço é muito importante.
Pois é meus amigos, hoje sempre que vou ao centro, guardo meu carro no mesmo estacionamento, entretanto, quanto às minhas viagens, só vou nesta companhia, quando vou à Ipatinga, pois é a única que atende esta cidade.
Esta foi a diferença entre a aeromoça e o manobrista. O atendimento com excelência veio de onde eu não esperava.

E essa é minha dica para hoje: “ Surpreenda seu cliente sempre, isso fideliza e encanta”.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Acorda Brasil

A sociedade globalizada se move nas redes sociais ao redor do mundo em busca da justiça social e da melhoria nas condições da saúde, educação, melhores governos, etc..No Brasil, nossa imprensa está cada vez mais "Fatiolista, Datenista, sensacionalista", com um governo corrupto em TODOS os níveis, uma "politica e uma policia" desestruturadas, por leis ultrapassadas e Juizes sendo calados pelo crime. Enquanto isso, no máximo o que conseguimos ver por aqui é o povo falando do técnico da seleção brasileira de futebol, do próprio time , das novelas, rindo com o deputado que rouba mas faz, o ministro que rouba e não faz, com o descaso da saúde, do transporte, dos investimentos mal feitos e superfaturados, das crianças abandonadas, maltratadas....Pois é, será que as redes sociais no Brasil terão finalidade diferente do que mostrar o que estamos comendo ou onde estamos indo ? Como estamos ? enfim, para coisas que nem sempre interessam ao bem comum?
Acorda Brasil...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

FODA SE

Calma, não há vulgaridade em minhas palavras, tudo é uma questão de ponto de vista:

F aça sempre o melhor
O use sempre ser o melhor
D oe sempre o melhor
A lmeje sempre ser o melhor
S eja o melhor
E xperimente o melhor, o seu Sucesso !

Sucesso !

domingo, 10 de julho de 2011

A Dança e a Liderança..

Dançamos, pois a dança é exatamente o símbolo da liderança. Normalmente quando dançamos não impomos nosso ritmo, mas sim nos adaptamos ao ritmo alheio para dar mais graça e prazer nos movimentos. Na dança olhamos ( assim é desejável), nos olhos de nossa parceria , isso ajuda no processo de segurança, para que nos momentos mais ousados tenhamos o apoio da companhia. A dança gera uma troca de gentilezas, pois quando erramos pedimos perdão com os olhos, mas com uma sinceridade profunda. Ao final da dança, mesmo com todos equívocos ( pisões no pé, perda do tempo no passo, etc) se sobressai o prazer da dança e principalmente do êxito do dever cumprido, que somente quem executou a dança sente. Assim é o líder com seu liderado, com seu companheiro de trabalho e esta sintonia no olhar, no tempo, no ritmo, se respeitados, oferecem um resultado que além de dar prazer atingimento das metas, une a equipe e abre possibilidades para inovações.

A dança e a liderança humanizam..

domingo, 6 de março de 2011

EDUCAÇÃO NO MUNDO CORPORATIVO

Quando falo em educação estou falando do ciclo ensinamento e aprendizagem no mundo corporativo, pois ouço muito falarmos em desenvolvimento, indicadores, metas, enfim, mas de que forma devemos encarar o papel da corporação no processo de capacitação ? De quem é esse papel ? A empresa deveria se preocupar com isso ? O custo benefício é viável ?
Bem, vou falar-lhes de meu ponto de vista.
Entendo que a liderança deve estar apta a trabalhar a formação pessoal de seus subordinados, entretanto a empresa deveria se preocupar com seus lideres para que estes desenvolvam o ciclo virtuoso de ensino. Parafraseando um pensador..." Se quiser construir um barco, não busque pessoas para delegar-lhes metas e tarefas, mas tente mostrar-lhes a beleza da imensidão azul...". Desta forma acredito que deve pensar a liderança. Formar as pessoas e inspirá-las a buscar a melhor formação e performance deve ser meta da gestão. Li um artigo muito interessante postado por "Roseli Gonçalves" sobre pedagogia empresarial, uma tendência destá área de olho nas necessidades do mundo corporativo.
Acredito muito nesta tendência, assim como a atuação do coaching, todas no direcionamento e potencialização dos recursos, abrindo horizontes e fazendo do conhecimento dos profissionais a cultura da organização.
Pense de como é difícil criar um filho. Eles erram, acertam, crescem, tem vontades, enfim, descobrimos a cada faixa etária que nossos desafios mudaram, mas o que nos faz insistir é a vontade de que eles dêem certo, até por que não suportaríamos o fato de algo dar errado, pois a pergunta seria, onde foi que eu errei ?. Da mesma forma devemos trabalhar com nossos profissionais. Devemos fazer o que está ao nosso alcance, fazer o melhor, acreditar, apoiar, perdoar, e acima de tudo, rever a forma de condução do processo a cada momento dentro da organização. Óbvio que diferente dos filhos, o mundo corporativo não aceita os deslizes pertinentes da juventude, mas com certeza poderemos tirar grandes lições da educação em busca da performance de resultados, até por que temos que lembrar que são profissionais e não filhos e eles , diferentes dos filhos, são parte integrante do processo e se interessam tanto quanto a corporação pelos resultados, até por que na família nunca desistiremos deles, mas na empresa não os manteremos se os resultados não atenderem ao desejado, ou seja, cada um deve fazer a sua parte. Aqui estou falando somente do papel da organização, que deve ter a preocupação na formação e capacitação de seu profissionais. Pensemos Nisso !